Tenho escutado muita gente falar do futebol carioca, neste fim de campeonato. E por isso resolvi escrever um curto balanço, segundo o meu ponto de vista, sobre o desempenho dos clubes esse ano no campeonato brasileiro.
Vasco: Não fez mais que a obrigação de voltar à série A. Teve algumas pequenas ameaças durante o campeonato, mas conseguiu sagrar-se campeão com algumas rodadas de antecipação, além de ter emplacado o artilheiro e a melhor defesa do campeonato. Nota: 9,5 (estava fazendo dependência)
Fluminense: Como sempre montou uma equipe que, no papel, merece o título brasileiro. Mas, mais uma vez teve um desempenho pífeo. Mas tomou vergonha na cara e conseguiu se reerguer, salvando-se do rebaixamento. Nota: 4,5 (foi pra final e tirou 6)
Botafogo: O fogo não prometeu nada, não assustou nada e se safou do rebaixamento. Campanha sem graça. Nota: 5,8 (O professor deu 0,2 pra ele passar)
Flamengo: O Flamengo começou o campeonato sem prometer nada, trouxe Adriano, mas não convenceu muito. Mas com a chegada do Pet melhorou muito, mas teve que contar com a incompetência de São Paulo, Inter, Atlético Mineiro, Cruzeiro e Palmeiras para ser campeão. O flamengo fez a parte dele, e os outros, que estavam bem melhores, não fizeram. Nota: 8,7 (Na primeira prova se deu meio mal, mas na segunda prova, em grupo, Pet que conhecia do assunto chegou e fez a diferença. Teve a maior nota da sala porque todos os CDFs tiveram dor de barriga no dia da segunda prova.)
E você, o que acha?
domingo, 6 de dezembro de 2009
A supremacia do futebol carioca. NOT.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Você samba no controlato, no controlato você samba
Ontem eu fui no show do grupo de samba Sururu na Roda, no teatro da UFF. nem preciso falar da qualidade de som, instrumental incrível, composto por dois na percurssão, uma no violão e uma no cavaquinho, e suas vozes incríveis também, fazendo acordes, cantando macio, cantando, chorando, construindo acordes, harmonizando. Lindo.
Mas o que me chamou muito a atenção foi a forma com que o espetáculo foi desenvolvido. Como já falei, ele aconteceu no teatro da UFF, portanto, poltronas, todos sentados, olhando admirados e contidos, com aplausos ao fim das músicas. Eu poderia falar aqui que o show aconteceu como uma ópera, mas os aplausos entre os “atos” não me permitem falar isso. Mas sem dúvida o formato foi totalmente europeizado, quase do mesmo jeito que se vê ópera. A minha vil visão sobre esses dois gêneros musicais é: Ópera, um espetáculo para cultos, não acessível para populares, vindo das côrtes européias e importado para o Brasil sem quase qualquer modificação; Samba, uma manifestação musical popular, que teve sua origem, na primeira primeira metade do século XX, em morros e favelas dos centros urbanos brasileiros.
O curioso disso foi que não existia nenhum segurança ou “lanterninha” pedindo para que as pessoas ficassem sentadas. Todos permaneciam sentados porque ali era um ambiente onde, aparentemente, deveria-se permanecer sentado. A característica principal do samba, que é a dança e toda aquela energia contagiante foi suplantada pelo ambiente onde ele estava.
Com meu pouco estudo sobre sociedades disciplinares e controle, e, consequentemente, de Foucault e Deleuze, eu posso falar que ali, naquele exato momento eu tive uma experiência claríssima de controle. Não existia nenhum poder disciplinador que punia quem não permanecesse sentado, mas a disciplina já havia sido internalizada por todos, acostumados com manifestações culturais que deve-se ficar sentado naquele ambiente, que permaneceram sentados a apresentação quase toda. Levantamo-nos somente na última música, pois já estávamos em pé aplaudindo, e assim permanecemos.
Todo o evento me incomodou muito, como vocês puderam perceber no meu texto. E uma dúvida me afligiu o tempo quase inteiro.
Como muitos sabem, o samba foi uma criação das classes populares e chocou muito as classes mais “favorecidas” com seu ritmo, suas letras e seus cantores. E a grande pergunta que não saiu da minha cabeça durante todo o tempo foi: Será que daqui a 60 ou 70 anos nós vamos estar sentados em algum auditório de alguma universidade ouvindo manifestações culturais como essa do vídeo abaixo, que tanto nos impressionam pelas suas letras e danças?
Caso alguma informação esteja equivocada no post, não hesite em comentar e apontar o meu erro, ok? Também estou aberto a qualquer tipo de debate. ;)
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Cuba Libre!
Vou fazer um segundo post sobre Cuba, mas não Cuba de Fidel ou Raul, sim Cuba do Rum!
Creio que muitos de vocês conhecem e já beberam este drink chamado Cuba Libre, tão mais fácil de se fazer quanto implantar o capitalismo naquele pequeno país caribenho, né?
Então, eu tava pensando na maldade do nome dessa bebida tão admirada pelo mundo.
A palavra "Cuba", se refere ao rum, que segundo o wikipedia:
O rum é uma bebida alcoólica obtida a partir da destilação do melaço. O rum é uma bebida secular, de características refinadas e aroma suave.
Originalmente, era produzido em Cuba (século XVI). Feito de canas frescas trituradas ou do seu melaço, a bebida começou a ser apreciada no século XVII, quando foi divulgada como um poderoso medicamento capaz até de “exorcizar os demônios do corpo”.
Já a palavra "Libre" se refere àquela bebida de tom negro com uma identidade vermelha e a garrafa tem uma cinturinha. Se refere a um dos ícones do capitalismo no mundo, a Coca Cola. Ainda segundo o wikipedia:
Durante as comemorações do 4 de julho de cada ano, o hábito de beber Coca-Cola é um ato simbólico de pró-americanismo, ou seja, de sentimento de aprovação da política e do modo de vida dos Estados Unidos da América por pessoas de outros países.Então, qual é a maldade no nome do drink Cuba Libre? Cuba Livre é aquele sentimento cubano, aquele tempero caliente caribenho, regado à capitalismo e neoliberalismo. Para Cuba ser livre, Coca Cola nela!
Ainda no wikipedia, um pouco da historia do drink:
Cuba Libre é uma bebida feita à base de rum claro e refrigerante de cola, levando também o suco de meio limão.
Atribui-se a invenção desta bebida aos soldados norte-americanos que ajudaram nas guerras da independência cubana (1898). Explica-se, assim, o seu nome. Em alguns países, nomeadamente em Cuba, algumas pessoas referem-se-lhe carinhosamente como "una mentirita", devido ao facto de Cuba não ser verdadeiramente livre.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Repressão em Cuba, uma vergonha para o Brasil
Hoje, assim que acordei, vi um email na minha caixa de entrada do meu amigo Leonardo Lagden, que falava sobre a repressão à internet em Cuba. Eu estava escrevendo a resposta na nossa lista de emails mas achei muito pertinente trazer a discussão para o blog.
A matéria enviada você confere na citação abaixo:REPRESSÃO EM CUBA À INTERNET!
(Carlos Lauria/Maria Salazar - El País - trechos, 21/09)
1. Cuba tem o índice de acesso mais baixo de todo o hemisfério ocidental. Segundo as estatísticas oficiais, só 13% da população tem acesso, uma cifra muito baixa, mas que os analistas acham que é menor ainda. São poucos os cubanos que têm ordenadores pessoais, já que os -artificialmente- altos preços impedem o acesso. Só podem conectar-se individualmente quem pagar com CUC -pesos conversíveis, em geral usados por estrangeiros.
2. As conexões têm que ser aprovadas pelo ETECSA (provedor estatal). Só um grupo de cubanos especiais pode navegar pela internet: intelectuais com vínculos com o governo ou com o partido, altos funcionários, alguns médicos em hospitais e acadêmicos em universidade. As senhas de acesso já são vendidas no mercado paralelo.
3. As notícias estão restringidas por uma comissão interministerial. Provedores autorizados devem adotar as medidas necessárias para impedir o acesso a sítios cujos conteúdos sejam contrários ao interesse social, a moral e bons costumes, assim como o uso de aplicações que afetem a integridade ou segurança do Estado. Uma hora de Internet em um hotel ou cybercafé vale 260 pesos, ou um terço do salário mínimo mensal em moeda interna.
E no Brasil? O Brasil tem quase 65 milhoes (IBOPE Nielsen Julho 2009) de internautas. Lindo né? Não se pensarmos que isso representa só 33% dos quase 200 milhões (IBGE Julho 2009) que somos. O Brasil é um país livre, um país do capital, um país do futuro, ele deveria ter muito mais gente conectada, não? Eu, de verdade acho uma vergonha para o Brasil comparar com esses dados de Cuba.
Indo um pouco mais a fundo, qual a quantidade de brasileiros dos chamados classes C ou D (segundo o critério Brasil de pesquisa) que acessam a internet desses 33%, ou qual a quantidade de classes B ignorantes que nem se pretenderem intelectuais se pretendem? Quanto sobra de intelectuais ou dos que pretendem algo que desenvolva um mínimo de raciocínio ou de conhecimento que acessam a internet aqui nas terras tupiniquins? Quantos Cuba tem?
Claro que é uma suposição muito forte, mas eu arrisco falar que em números absolutos, talvez, essas quantidades se aproximem muito.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Marcas bem estabelecidas

Ainda agora eu vi um post de uma campanha publicitária que usa esse gadget aí em cima pra mostrar coisas. Pela primeira vez na minha vida percebi que ele não tem logomarca alguma na sua frente, somente uma pequena logomarca em seu verso. Pensei: "Que burrada não colocar a marca na frente. Todos usam esse aparelho em campanhas e nunca a marca é veiculada". Mas não é nada necessário, porque a marca já está muito bem estabelecida e não existe a mínima necessidade em mostrar mais a marca, porque todos já sabem quem o fabrica. Talvez, com a marca estampada na frente acontecesse como aconteceu com o Nokia N95 nas propagandas do Banco do Brasil, que eles apagavam o pequeno escrito "nokia" da frente do celular.
Agora, não leia novamente o post e me diga duas coisas: Que marca é essa? Quantas vezes eu falei o nome dela?
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Se a cauda é longa, o pescoço também deve ser
Provavelmente todos que leem este blog conhecem a teoria da cauda longa, do Chris Anderson, que recentemente lançou seu mais novo livro na internet, e de graça, ele se chama Free.
Bom, sua teoria da cauda longa fala do mercado de nichos e de como, com o desenvolvimento do e-commerce, os hits podem não vender mais que os produtos específicos de nicho, e como é lucrativo para as lojas virtuais venderem todos os tipos de produto, uma vez que não é necessário o espaço físico da loja ou até mesmo os estoques, eles podem ser sob demanda ou descentralizados. Em resumo a teoria fala isso (posso ter cometido algum erro, me desculpem, para mais, consulte o blog do Chris sobre esse assunto, ele se chama The Long Tail).
Então, comecei a pensar sobre o lado do artista que quer vender. Muitas bandas colocam suas músicas no MySpace, e só. Algumas vezes elas esquecem dos nichos de mercado que poderiam explorar, canais de audio específicos de seu publico, onde, talvez, seu trabalho pudesse ser mais divulgado.
Por mais que existe o espaço de promoção que é o hit, existem os outros, de nichos. Então, acho, que se a cauda é longa, o pescoço também deve ser. Principalmente no lado artístico e não de consumo de produtos, os produtores de conteúdo devem se preocupar em divulgar em todos os espaços destinados a isso, no caso da música eu digo, MySpace, LastFM, Deezer, Blip.fm, Orkut, TUDO!
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Projeto Oriximiná e seus Olhares
Como uma grande parte de vocês já sabe, amanhã cedinho eu pego o voo para Oriximiná/PA. Lá eu vou realizar um projeto chamado "Oriximiná e seus Olhares" sob orientação da professora Ana Enne. Esse projeto pretende fotografar a região de Oriximiná, onde a UFF possui uma unidade avançada, criando um banco de dados de imagens para a UFF, além de oferecer uma oficina de olhar fotográfico para a comunidade, onde eles terão a oportunidade de conhecer um pouquinho do universo da fotografia. Também vou realizar algumas entrevistas com a população procurando descobrir como é que eles veem a própria cidade. E o melhor é que essa viagem toda será mediatizada, usando blog e twitter como ferramentas de suporto e de interação com vocês!
No blog eu postarei textos mais longos, fotos, as fotos que os locais fizerem também e qualquer outras produção que se mostre pertinente no momento. Espero conseguir fazer pelo menos um post diário para satisfazer as necessidades de voyeur de todos.
Já o twitter narrará quase que instantaneamente o meu cotidiano, mostrando o que está acontecendo o que eu pretendo naquele momento e o que eu estou fotografando, para mais tarde vocês poderem ver essas fotos e algum texto no blog.
Então eu conto com a participação de todos como público leitor e quem sabe até contribuinte, sugerindo imagens, angulos e perspectivas. por que não?
O endereço do blog é:
http://olharoriximina.blogspot.com
http://www.twitter.com/olharoriximina
ps.: Vale lembrar que todas as fotos que eu incluir no blog estão sob uma licensa de copy left, caso queiram reproduzí-las em qualquer meio/veículo, bastar me citar como fotógrafo. ;)



